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História do Manga

História do Manga

Os primeiros registos datam do período Nara (século VIII d.C.), nos quais histórias eram contadas através de desenhos e textos em pergaminhos à medida em que os mesmos eram desenrolados. Eram os emakimono, sendo o primeiro deles o Inga Kyo (ao lado).
No século XII, um monge budista chamado Tohba havia esculpido desenhos em madeira e carimbado uma sequência de desenhos em rolos de papel de arroz. A sequência, conhecida como “Pergaminho Animal”, era uma sátira que relatava a saga dos religiosos e dos nobres. A técnica é chamada Ukyo-e (xilogravura).





Esta técnica desenvolveu-se e, entre os séculos XVII e XIX (transição do período Edo para o período Meiji), passou a ser reproduzida a cores.
Katsushita Hokusai, o mais respeitado nome do Ukyo-e, produziu diversas gravuras no referido estilo. Os temas eram os mais variados, desde lendas e mitologia a erotismo, fauna e flora. Um dos seus trabalhos mais famosos era um estudo de movimentos, o qual foi chamado pelo autor de “Hokusai Manga”. O termo “mangá” começava a surgir.



As histórias em quadrinhos, hoje vulgarmente denominadas em Portugal por "banda desenhada", começaram a ser produzidas no Japão por volta do século XIX e primórdios do século XX. O principal artista dessa época foi Rakuten Kitazawa. A arte de Kitazawa ainda não trazia os tão característicos traços que conhecemos aos mangás que lemos hoje em dia. Os mangás fizeram sucesso no país por serem de fácil acesso, já que, feitos em escala cinza, exigiam menos gastos, além de um tempo menor para finalização. Posteriormente, após a Segunda Grande Guerra Mundial, foi necessário entretenimento rápido e de baixo custo. E este foi um dos factores que levou o mangá a ganhar fama e a difundir-se cada vez mais.

(Acima, ilustração de Rakuten Kitazawa.) No início do século XX, as editoras começaram a ter lucro e sucesso nas vendas de mangá e adquiriram cada vez mais destes produtos. Então, algo novo apareceu. Na década de 50, um jovem chamado Osamu Tezuka desenvolvia HQ (High Quality), revolucionários para a época, usando técnicas cinematográficas, linhas de acção, diagramas dinâmicos e efeitos gráficos. O desenho de Tezuka é facilmente identificável: o traço é claro, as imagens, simples, o enquadramento cinematográfico e o humor têm sempre seu lugar. Tezuka conseguia contar, em várias tiras, pormenores que os seus antecessores mangakas conseguiam generalizar apenas numa só vinheta. Não era um tradicional mangaka mas sim alguém que não temia experimentar coisas e processos novos em sua arte, desde que o resultado o satisfizesse. Tezuka observou que a maquilhagem usada no tradicional teatro Takarazuka, que frequentava muito nos seus tempos de criança, realçava os olhos das actrizes e tal pormenor expressava muito melhor os sentimentos da personagem. O seu estilo foi influenciado pelos clássicos da Walt Disney, onde observava os olhos brilhantes que surgiam a cada novo desenho. O artista soube aliar a sua percepção à sua criatividade e introduziu os olhos grandes e expressivos que vira no Takarazuka nos seus desenhos. O resultado vocês conhecem de clássicos como “A Princesa e o Cavaleiro”, “Kimba, o Leão Branco”, ou “Astro Boy”. Isso sem sequer mencionar os muitos outros trabalhos de Osamu Tezuka, considerado o nome mais importante das HQs no Japão.
(continua...)

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